quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Sessão da Aleam contrapõe origem do voto feminino e desafio da representação política

Rozenha relacionou a conquista do sufrágio à ampliação da presença feminina nas decisões eleitorais; Brena Dianná lembrou as mobilizações e as restrições do reconhecimento obtido em 1932.
Sessão da Aleam contrapõe origem do voto feminino e desafio da representação política
Foto: Matheus Rodrigues / Aleam

A origem do direito ao voto feminino e a permanência das mulheres nos espaços de decisão política foram temas de pronunciamentos durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), realizada na terça-feira (3/11). Os deputados Rozenha (PSD) e Brena Dianná (UB) defenderam a ampliação da participação feminina na política.

Representação política

Rozenha afirmou que a presença das mulheres nos espaços de representação deve ser ampliada. Ao abordar a conquista do voto feminino no Brasil, na década de 1930, o deputado observou que a medida teria sido inicialmente motivada por interesses políticos da época, mas contribuiu para aumentar a participação feminina nas decisões eleitorais do país.

“Parlamento que tem mulher tem dignidade, tem justiça e, acima de tudo, tem coragem e sensibilidade”, declarou o parlamentar.

A defesa foi apresentada no contexto de um debate sobre a presença feminina nas instituições políticas. No pronunciamento, não foram detalhadas medidas específicas para alcançar a ampliação mencionada.

Mobilização pelo sufrágio

Brena Dianná destacou a trajetória de mobilização das mulheres pelo direito ao voto e citou 3 de novembro de 1930 como um momento importante desse processo. Segundo a deputada, a conquista foi oficializada em 24 de fevereiro de 1932, com a instituição do Código Eleitoral, que reconheceu o direito das mulheres de votar.

A parlamentar afirmou que o voto, atualmente associado ao exercício da cidadania, resultou de décadas de mobilização e do enfrentamento de barreiras sociais e políticas. Ela também ressaltou que o reconhecimento inicial não alcançou todas as mulheres brasileiras em condições de igualdade.

“Quando a gente vota, pensa que é algo tão normal, tão natural, que não lembra ou passa despercebido que muitas mulheres lutaram para que hoje tivéssemos esse direito”, afirmou Brena.

Ao final, a deputada defendeu a continuidade da luta por maior participação feminina nas instituições públicas, relacionando o reconhecimento histórico dos direitos políticos à ocupação dos espaços de decisão.

Fonte: ALEAM – Assembléia Legislativa.

Foto: Matheus Rodrigues / Aleam