A estratégia de enfrentamento ao sarampo no Amazonas reúne vacinação em unidades de saúde, visitas domiciliares e ações em locais de circulação de pessoas. O trabalho é apoiado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) e ocorre em Tabatinga, Benjamin Constant, Santo Antônio do Içá e São Paulo de Olivença, na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.
A imunização contempla pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal. Além das unidades básicas de saúde, as equipes atuam em escolas, feiras, portos e estabelecimentos comerciais. A execução é feita em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde, com articulação dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) e da Casa de Saúde Indígena (Casai).
Dia D está previsto para 7 de novembro
Uma das ações programadas é o Dia D de vacinação, marcado para 7 de novembro, um sábado. Segundo a FVS-RCP, a atividade busca facilitar o acesso à imunização para pessoas que não conseguem comparecer aos postos durante o horário comercial.
A vacinação indiscriminada foi definida pelo Ministério da Saúde após a identificação de casos de sarampo na região. Conforme a FVS-RCP, foram confirmados 21 casos entre 1º de setembro e 26 de outubro. Os registros incluem pessoas de nacionalidades peruana e brasileira, entre elas indígenas.
Preparação da rede começou em fevereiro
A fundação informa que mantém, desde fevereiro, ações de reforço da vigilância em saúde no estado, em parceria com profissionais do Ministério da Saúde. Entre as medidas estão o alinhamento técnico e a qualificação de equipes municipais, o monitoramento da doença durante eventos de massa e a promoção do “Dia S” de vacinação.
Também foram realizados treinamentos para profissionais da rede laboratorial e emitidos alertas para a imprensa por meio de instrumentos de comunicação de risco. A FVS-RCP cita ainda o engajamento comunitário e a divulgação semanal de informes epidemiológicos sobre o cenário do sarampo.
“Estamos apoiando os municípios na mobilização das equipes e na capacidade técnica. Facilitar o acesso à vacina é fortalecer a resposta diante da ocorrência de casos na localidade”, afirmou Tatyana Amorim, diretora-presidente da FVS-RCP.
Segundo Alexsandro Melo, diretor de Vigilância Epidemiológica da fundação, a vacina está disponível nas unidades básicas de saúde. A servidora Priscila Siqueira, da Gerência Estadual de Imunização da FVS-RCP, destacou a realização da vacinação casa a casa como parte da mobilização nos municípios.
Fonte: Governo do Amazonas.
Foto: Divulgação/FVS-RCP








