segunda-feira, 2 de novembro de 2026
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Boletim estadual combina monitoramento do ar e medidas de resposta à estiagem no Amazonas

Defesa Civil aponta 47 municípios em emergência e 15 em alerta; operação humanitária alcançou 15 cidades, enquanto ações contra incêndios reuniram 1,5 mil servidores.
Boletim estadual combina monitoramento do ar e medidas de resposta à estiagem no Amazonas
Foto: Divulgação/Secom

O boletim divulgado pelo Governo do Amazonas reúne dados sobre a qualidade do ar, a situação dos municípios afetados pela estiagem e as medidas de assistência e combate aos incêndios no estado. Segundo a Defesa Civil, 146.425 famílias foram atingidas pelo desastre de estiagem.

Municípios em emergência e alerta

Ao todo, 47 municípios estão em situação de emergência e outros 15 permanecem em alerta. A lista de emergência inclui Parintins, Anamã, Manaus e Rio Preto da Eva, entre outras cidades. Manaus está entre os municípios classificados em alerta.

Na avaliação da qualidade do ar realizada na manhã de 30 de outubro, Parintins apresentou a pior classificação, considerada “péssima”. Barreirinha, Iranduba, Itapiranga, Maués e São Sebastião do Uatumã tiveram nível “muito ruim”. Manaus e outras oito cidades foram classificadas como “ruim”. Também houve registros nas categorias moderada e boa.

Distribuição de ajuda

Em 27 de outubro, o Governo do Amazonas informou ter enviado mais de 13 toneladas de alimentos para Anamã e Rio Preto da Eva. Juntos, os municípios receberão 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d’água com capacidade para 500 litros.

Com essa etapa, a primeira fase da Operação Estiagem 2026 alcançou 15 municípios. O balanço estadual registra, no total, 4.800 cestas básicas, aproximadamente 96 toneladas de alimentos, 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água. A continuidade das ações dependerá do monitoramento das condições hidrológicas e das demandas municipais.

Combate e fiscalização

O estado informou que cerca de 1.500 servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, participam da operação de combate às queimadas e aos efeitos da estiagem. O trabalho tem apoio de 18 aeronaves, sendo 16 do Governo Federal e duas do Governo do Amazonas. A frota inclui oito Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros.

Entre 1º de junho e 29 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas contabilizou 3.921 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e informou ter atuado no combate a 24.390 focos. Desse total, 4.748 foram registrados na capital e 19.642 no interior.

As ações também incluem a contratação de 153 brigadistas pelo programa Floresta em Pé, a entrega de viaturas e equipamentos e três frentes de fiscalização. A Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios; a Amazonas+Verde, em 33; e a Alerta Fogo fiscaliza o uso ilegal do fogo com drones e viaturas equipadas com internet via Starlink. Em casos de infração, podem ser aplicadas multas e embargos.

Como medida preventiva, decretos estaduais proibiram o uso do fogo por 120 dias, ressalvadas as exceções previstas em lei. Também foram declaradas situações de emergência por 180 dias em áreas afetadas por incêndios florestais e em todo o estado devido à estiagem.

Fonte: Governo do Amazonas.

Foto: Divulgação/Secom