Uma estrutura de madeira foi retirada durante uma ação de reintegração de posse realizada na manhã desta sexta-feira (30), no Conjunto Beija-Flor, bairro Flores, na zona Centro-Sul de Manaus. A operação ocorreu na rua Professora Heloísa Monteiro, em uma área cuja ocupação era questionada por moradores.
Segundo relatos da comunidade, o terreno deveria ser utilizado para a passagem de uma via pública e incluiria uma área de córrego. Os moradores afirmam que a ocupação começou cerca de três meses antes da operação. Nesse período, teriam ocorrido retirada de vegetação, movimentação de terra e instalação de uma construção.
Moradores questionaram autorização
O aposentado Luciano Cavalcante, de 65 anos, disse que os residentes procuraram órgãos municipais depois de perceberem as intervenções no local. De acordo com ele, uma placa instalada na área informava que a obra teria acompanhamento de um engenheiro.
Os moradores afirmaram ter consultado o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), mas disseram não ter localizado documentos que autorizassem a intervenção. Luciano também alegou que o documento apresentado pelo responsável seria falso e que a construção havia sido embargada pelo órgão municipal.
Ainda conforme o relato do aposentado, os trabalhos teriam continuado em outra parte do terreno. Ele afirmou que, no dia anterior à reintegração, o Implurb havia solicitado a desocupação da área. Como a ordem não teria sido cumprida, o órgão teria retornado no dia seguinte para auxiliar na retirada.
Área é apontada como passagem e córrego
Durante a entrevista, Luciano declarou que o espaço faria parte do projeto original do Conjunto Beija-Flor. Na avaliação apresentada por ele, o terreno deveria funcionar como uma rua e preservar a área de córrego.
O morador também relatou possíveis tentativas de ligação irregular de energia elétrica e disse que havia preocupação entre os residentes com a consolidação da ocupação. Essas afirmações foram apresentadas pelos moradores durante a cobertura da ação.
Luciano apontou Roberto Carlos como suposto responsável pela ocupação. Segundo o aposentado, outras pessoas, entre elas uma mulher e crianças, teriam sido instaladas no local. Ele também mencionou supostos processos judiciais relacionados a outras ocupações, mas não apresentou documentos que comprovassem essas alegações.
Documentação não foi apresentada
Durante a operação, a construção foi retirada, e imagens registradas no local mostraram o momento da demolição. A reintegração de posse foi realizada, mas a divulgação não apresentou documentos que esclarecessem a situação jurídica do terreno ou confirmassem eventuais irregularidades ambientais.
Até a publicação da informação pelo Portal Tucumã, o homem apontado pelos moradores não havia se manifestado. Também não foram informados, na divulgação, detalhes sobre eventual decisão judicial, os responsáveis formais pela área ou outras providências posteriores à retirada da estrutura.
Fonte: Portal Tucumã.
Foto distribuída pela Portal Tucumã







