O Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) promoveu, em 3 de novembro, uma capacitação para aproximadamente 30 motoristas e cobradores da empresa Vega Transportes, em Manaus. A atividade integrou o programa Escola de Transporte Inclusivo e tratou do atendimento a idosos, Pessoas com Deficiência (PcDs) e pessoas com doenças ocultas no sistema de transporte coletivo.
A programação foi estruturada a partir de uma experiência prática. Os operadores participaram da simulação da descida de uma pessoa cadeirante pela rampa de acesso de um ônibus, com o objetivo de aproximá-los de situações enfrentadas por passageiros com limitações de mobilidade durante as viagens.
Vivência como parte da capacitação
Segundo a Prefeitura de Manaus, a proposta do treinamento é trabalhar a percepção dos profissionais sobre as dificuldades relacionadas ao embarque, ao desembarque e à circulação no transporte coletivo. A ação também abordou a importância da conduta dos motoristas e cobradores no atendimento aos usuários.
Gilson Araújo, chefe da Divisão de Atendimento Social do IMMU, afirmou que a iniciativa busca complementar as regras profissionais com a experiência direta dos operadores. “A nossa ideia não é só passar regras de trabalho, mas mudar a visão de quem está no ônibus todo dia. Quando o motorista ou o cobrador sente na pele as dificuldades de quem tem alguma limitação, ele percebe como a atitude dele faz a diferença na viagem do passageiro”, declarou.
Para Araújo, compreender as dificuldades dos passageiros é uma etapa para oferecer um atendimento mais seguro e respeitoso. A capacitação, de acordo com o representante do instituto, procura despertar nos trabalhadores a percepção sobre o impacto de suas atitudes durante o deslocamento dos usuários.
Relatos dos participantes
Um dos orientadores da atividade foi o motorista Dênis dos Santos, que exerce a função há 15 anos. Ele avaliou que a etapa de vivência contribui para a conscientização dos condutores e afirmou perceber mudanças no atendimento após os treinamentos.
“Na etapa de vivência, eles vão sentir na pele o que a pessoa com deficiência sente, para se conscientizar ainda mais em um atendimento mais humano para a população”, disse Dênis. Segundo ele, os operadores passam a atender melhor esse público depois de participar da capacitação.
O motorista Josiclei dos Anjos Rocha, de 43 anos, também participou da atividade. Ele descreveu a experiência como positiva e relatou que a vivência reforçou a necessidade de ajudar os passageiros. “A gente tem que ter mais empatia e tentar ajudar o próximo, porque eu vi que não é fácil. Temos que procurar fazer o nosso melhor e irei ajudar mais do que já faço hoje em dia”, afirmou.
O Escola de Transporte Inclusivo é apresentado pela Prefeitura como um programa de qualificação contínua dos operadores do transporte coletivo. Nesta ação, a capacitação concentrou-se nas situações vivenciadas por pessoas com deficiência, idosos e pessoas com doenças ocultas durante o uso dos ônibus.
Fonte: Prefeitura de Manaus.
Foto distribuída pela Prefeitura de Manaus





