segunda-feira, 2 de novembro de 2026
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Boletim aponta níveis distintos de qualidade do ar em municípios do Amazonas

Parintins teve a pior classificação, enquanto 47 cidades estão em emergência e 15 em alerta; Estado também informa distribuição de insumos e ações contra incêndios.
Boletim aponta níveis distintos de qualidade do ar em municípios do Amazonas
Foto: Divulgação/Secom

O boletim divulgado pelo Governo do Amazonas neste domingo (1º/11) registra diferentes níveis de qualidade do ar entre os municípios monitorados durante a estiagem. Parintins apresentou a classificação “péssima”. Em outras 11 cidades, o índice variou entre ruim e muito ruim, enquanto 25 tiveram condição moderada.

As informações foram apresentadas pelo Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais. De acordo com a Defesa Civil, 146.425 famílias foram atingidas pelo desastre de estiagem. Ao todo, 47 municípios estão em situação de emergência e 15 permanecem em alerta.

Municípios com pior classificação

Além de Parintins, aparecem na faixa entre ruim e muito ruim Autazes, Barreirinha, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manaus, Maués, Nova Olinda do Norte, São Sebastião do Uatumã, Silves e Urucurituba. A classificação moderada inclui municípios como Alvarães, Barcelos, Benjamin Constant, Borba, Humaitá, Manicoré, Novo Airão, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Tefé.

O monitoramento dos focos de calor é realizado por imagens de satélite pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). Segundo o governo, os dados orientam ações de fiscalização e a identificação de possíveis infrações ambientais.

Atendimento às comunidades

Em 27 de outubro, Anamã e Rio Preto da Eva receberam mais de 13 toneladas de alimentos. Juntos, os dois municípios devem receber 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d’água com capacidade para 500 litros.

A primeira fase da Operação Estiagem 2026 alcançou 15 municípios. O balanço estadual informa a distribuição de 4.800 cestas básicas, equivalentes a aproximadamente 96 toneladas de alimentos, 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água. A continuidade das ações está prevista conforme o monitoramento das condições hidrológicas e as demandas municipais.

Combate a incêndios

Cerca de 1.500 servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, atuam na operação, que conta com 18 aeronaves: 16 cedidas pelo Governo Federal e duas pelo Governo do Amazonas. A estrutura inclui oito aviões Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros. O Estado também informa a contratação de 153 brigadistas florestais pelo programa Floresta em Pé.

Entre 1º de junho e 31 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas contabilizou 3.942 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 24.439 focos. Desse total, 4.750 foram registrados na capital e 19.689 no interior.

A Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, enquanto a Amazonas+Verde realiza ações de combate a incêndios em 33 cidades. Já a Operação Alerta Fogo fiscaliza o uso ilegal do fogo com drones e viaturas equipadas com internet via Starlink. Decretos estaduais também proibiram o uso do fogo por 120 dias, com as exceções previstas em lei, e estabeleceram situações de emergência por 180 dias em áreas afetadas por incêndios florestais e pela estiagem.

Fonte: Governo do Amazonas.

Foto: Divulgação/Secom