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Amazonas

Projetos de pesquisas apoiados pelo Governo do Amazonas analisam impactos de eventos climáticos no Médio Solimões

10 de julho de 2025
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Os estudos foram amparados pela Fapeam, por meio dos programas Painter Infra CT&I e Painter+

Foto: Ayan Fleischmann e André Zuma/Fapeam

Os projetos intitulados “Monitoramento do clima e recursos hídricos da Reserva Mamirauá” e “Mudanças climáticas e recursos hídricos nas várzeas do rio Solimões” foram coordenados pelo doutor em Engenharia de Recursos Hídricos, Ayan Santos Fleischmann, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), e tiveram como base os eventos climáticos extremos, que estão cada vez mais presentes no Rio Solimões.

Segundo o pesquisador, este cenário de frequentes mudanças tem afetado as populações ribeirinhas, que dependem da água para agricultura, pesca e transporte. Por esse motivo, é necessário investigar qual tem sido a dinâmica dos ecossistemas aquáticos dessas áreas e o seu impacto durante os ciclos de cheia e seca.

“Os dois projetos convergem para um mesmo contexto, que é o de compreender melhor o ambiente, os recursos hídricos e o clima na região do Médio Solimões, onde está inserida a Reserva Mamirauá, que é a maior área protegida que existe no Brasil para conservar as várzeas”, explicou Ayan.

Veiculação da informação

A ideia é informar de maneira adequada às populações ribeirinhas a respeito das condições exatas do lugar em que vivem, e a longo prazo contribuir com dados concretos para a elaboração de políticas públicas relacionadas às mudanças do clima e do regime hidrológico. Para isso, a equipe de pesquisa elaborou “Boletim das Águas do Médio Solimões”, disponibilizado às comunidades, por meio de grupo virtual, com cerca de mil pessoas da região, além de inserções em rádios em Tefé (distante 523 quilômetros de Manaus).

“Dentro da Reserva Mamirauá moram mais ou menos 11 mil pessoas, populações ribeirinhas que tem um modo de vida totalmente associado a essa dinâmica das águas”, relatou o pesquisador.

Outra forma apontada pelo coordenador do estudo, para se mitigar os impactos e promover adaptações em meio aos eventos extremos, que também causam impactos à economia regional, é estabelecer plataformas de monitoramento do clima e dos recursos hídricos.

Foto: Ayan Fleischmann e André Zuma/Fapeam

Entre os dados coletados estão registros de padrões meteorológicos e da dinâmica das águas. A coleta de dados hidrossedimentológicos, por exemplo, torna possível compreender os eventos de seca e cheia severos na região, como ocorrem a mudanças nos padrões de inundação e na paisagem ao longo do tempo, e quais as novas formas de previsão deste tipo de fenômeno.

Metodologia

A expectativa é que a longo prazo esses estudos contribuam para a capacitação e a formação de recursos humanos. As metodologias dos projetos incluíram atividades de campo que resultaram na instalação de equipamentos e obtenção de amostras de água. Durante esse processo, foram examinados, por exemplo, os sedimentos transportados pelos rios Solimões e Japurá ao longo da Reserva Mamirauá.

Além disso, os projetos realizaram o “monitoramento geoacústico” da chuva com técnicas de inteligência artificial em um método chamado de “Random Forest”, que avalia a intensidade pluviométrica a partir do som da chuva. Esse sistema faz a captação com gravadores de som, que registram os espectrogramas da chuva em áreas próximas aos pluviômetros instalados.

“Temos monitorado variáveis ambientais no âmbito desses projetos para trazer respostas sobre como se comportam as águas e o clima do Médio Solimões, especialmente no contexto das mudanças climáticas que têm trazido impactos sem precedentes para essa região, como as duas secas extremas de 2023 e 2024, e também as cheias extremas, como a de 2021, a maior já registrada em mais de 120 anos de dados em Manaus”, reforçou Ayan Fleischmann.

Apoio da Fapeam

O coordenador dos projetos destaca o apoio da Fapeam como fundamental, e explica que o investimento contribuiu para a melhoria da infraestrutura dos laboratórios e de equipamentos de campo que foram usados durante a realização das atividades. Dessa maneira, possibilitando entender quais os impactos da crise climática a médio e longo prazo.

“Esses projetos e o financiamento da Fapeam têm garantido a manutenção dessa REDE de monitoramento hidrometeorológico, do clima, e dos recursos hídricos do Médio Solimões, que a gente tem desenvolvido aqui no Instituto Mamirauá”, afirmou.

Foto: Ayan Fleischmann e André Zuma/Fapeam

Série Painter

Assuntos Agência Amazonas, Governo do Amazonas, Governo Wilson Lima, SECOM
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